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Desabamento de prédio em Fortaleza deixou ao menos quatro mortos

Desabamento de prédio em Fortaleza deixou ao menos quatro mortos

Uma quarta vítima foi confirmada após desabamento de prédio residencial em Fortaleza. O corpo foi retirado da área dos escombros por volta das 6h40 desta quinta-feira (17), terceiro dia seguido de buscas. Segundo o coronel, o corpo é de um homem, mas ainda não há identificação da vítima. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Eduardo Holanda, sete pessoas resgatadas com vida e seis desaparecidas. Não há crianças entre eles. “Temos esperança de encontrar pessoas vivas. Há bolsões [de ar] e localizamos cinco pontos, por meio dos cães farejadores e de drone que identifica calor em que podem existir vítimas”, disse. O maquinário pesado, utilizado quando não há mais vítimas, só foi usado para retirada de laje que colocava em risco os socorristas. “Ainda estamos trabalhando manualmente para achar pessoas vivas”, disse o comandante. Os corpos das duas mulheres encontrados nesta quarta já foram retirados dos escombros. Segundo os bombeiros, não houve durante o dia barulhos notados de possíveis sobreviventes, mas isso não significa que não haja mais vítimas vivas apesar de mais de 32 horas do desabamento. “As pessoas podem perder a força, mais debilitadas, para fazer barulhos, mas não significa que não estejam vivas”, disse Holanda. O desabamento do edifício residencial Andrea, de sete andares, ocorreu na manhã de terça (15) no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Frederick Santana dos Santos tinha 30 anos e não resistiu aos ferimentos. Ele estava em um mercado que foi atingido pelos escombros. O edifício Andrea tinha dois apartamentos por andar e um na cobertura, 13 no total. Era antigo e grande e, segundo vizinhos, moradia de muitos idosos. No momento do desabamento, barulho e fumaça chamaram a atenção da vizinhança toda. O edifício não tinha porteiro, apenas um zelador a ser acionado em caso de problemas. Havia segurança inteligente, contratada de uma empresa, mas relatos mostram que além da obra estrutural que estava sendo feita em pilares do prédio, e que será investigada se é a causa do desabamento, moradores dividiam o apartamento, de cerca de 140 metros cada, em dois, principalmente para alugar. Um deles com essa modificação, no primeiro andar, estava sendo oferecido há cerca de um ano por R$ 1.000 o aluguel mensal.

Fonte: Bahia Notícias